Os espiões fugiram

Depois de terminar O mundo pós-aniversário (e cansada de reflexões tão pesadas e fortes), peguei Os Espiões, do Veríssimo. Compramos esse livro nas férias de janeiro, em São Paulo, porque li as primeiras páginas na livraria e achei boas e porque era do Veríssimo (eu e Júnior gostamos bastante dele). Comecei há dois dias.

Livro chato. Não chatinho, mas muito chato mesmo. Daqueles que você fica contando quantas páginas faltam prá chegar no final e acabar logo com aquilo. Eu tenho essa agonia exagerada e desnecessária ao largar um livro sem terminar, mas não está dando. E acho que minha falta de empolgação com ele revela um pouco do meu gosto prá literatura (que eu nunca me preocupei em descrever ou examinar): não gosto de livro de aventura, livros com muita ação. Meu negócio são os reflexivos. Aqueles em que o autor conta brevemente um fato e se gasta meditando sobre ele ou provocando, com as descrições, a minha reflexão.

Como fui hoje na Tainá e ela gentilmente se dispôs a me emprestar mais um (estou num momento de não comprar livro, mas de emprestar e pegar emprestado. Acho mais prático - e não temos espaço prá guardar muitos), trouxe Reparação, do Ian McEwan. Na verdade ela que escolheu por mim, mas como nós temos gostos gêmeos para essas (e várias outras) coisas, carreguei o livro confiante. Acho que vou começar hoje e depois conto o que estou achando. Conta pontos a favor o fato de ter visto e adorado o filme baseado nele. Assisti num dia em que estava cansada, numa sessão à meia noite no cinema e mesmo assim fiquei vidrada na história. Gosto de tragédias.